A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC) informou nesta sexta-feira (24) que todos os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) registrados neste ano deram negativo para o novo coronavírus, mas continuam sendo investigados para outros vírus. Até 16 de abril deste ano, eram 768 em análise. Os demais tinham sido diagnosticados como gripe e outras doenças.
A síndrome pode ser causada por vários tipos de vírus, entre eles o novo coronavírus. As internações por SRAG cresceram mais de 8 vezes em relação ao ano passado, passando de 161 para 1.515. O estado tem 1.170 pacientes com a doença e mais de 40 mortes por Covid-19.
Uma pessoa é diagnosticada com SRAG quando tem sintomas como febre, dor de garganta e tosse associadas a outros sintomas como dificuldade de respirar e baixo oxigênio no sangue. “A palavra ‘síndrome’ se refere a um conjunto de sinais e sintomas clínicos, isso em medicina, de maneira geral. Então, essa síndrome respiratória aguda grave pode acontecer em outras infecções”, disse o pneumologista Ricardo Malinverni.
Ele explica que, em casos graves, o paciente com a síndrome já é encaminhado para a unidade de terapia intensiva (UTI). “Ele vai ter uma baixa oxigenação, definida por exames, mesmo já utilizando oxigênio por cateter nasal. Existem outros sinais também de que o paciente está entrando em desconforto respiratório, muita falta de ar, sem melhora com oxigênio, isso é indicativo de UTI”, disse.
















