A Câmara Setorial Temática da Ozonioterapia se reuniu hoje (13) com representantes dos segmentos que serão parceiros do Estado e do município de Cuiabá na instalação do projeto-piloto da Central Estadual de Tratamento com Ozonioterapia. “Estamos reunindo os responsáveis pelas instituições que poderão ser parceiras no projeto para ultimar os preparativos. Vamos enviar uma minuta ao governador para que seja aprovada uma legislação que possibilite o projeto”, disse o proponente da Câmara Setorial, deputado Oscar Bezerra.
O projeto deve ser instalado na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá, por isso o presidente da instituição, Antônio Preza, foi ouvido. Ele disse que o projeto é bem-vindo, mas ressaltou ser importante que todas as situações sejam resolvidas, como a legalização, uma vez que o SUS não reconhece esse tratamento no rol dos atendimentos atualmente e o Conselho de Medicina trata como experimental. “Estamos abertos, só precisamos pontuar questões legais”, afirmou.
A médica Maria Emilia Gadelha Serra, presidente da Associação Brasileira de Ozonioterapia, informou que a meta é instalar uma central de atendimento com uma sala de recepção com banheiros femininos e masculinos, rampa de acesso para cadeirantes, três consultórios com equipe formada por um médico, dois enfermeiros e técnicos de enfermagem. Além de todos os materiais hospitalares necessários aos procedimentos médicos, especialmente no tratamento de feridas.
Para instalação, os equipamentos de ozonioterapia foram doados por duas empresas italianas, a Haemopharm e a Onomatic. “As duas empresas doaram os equipamentos, que serão instalados gratuitamente”, assegurou Emilia Serra. Serão ofertados tratamentos para feridas e dores crônicas, como as Lesões por Esforços Repetitivos (Dort/LER), úlceras venosa e de decúbito, pés diabéticos e hérnia de disco, entre outras.
A representante do Ministério Público, promotora Sasenazy Soares Rocha Daufenbach, acredita que “é uma alternativa importante, altamente célere, longe do ambiente hospitalar, que diminui o número de antibióticos prescritos. Um procedimento relativamente rápido e com técnica segura, aporte de imunidade, é um caminho importante. Para ela, “é claro que o novo imprime medo, mas se tivéssemos parados diante de medos de outros procedimentos não teríamos avançado em questões afetas a medicamentos alternativos, como a acupuntura.
O trabalho da Câmara Setorial está avançado e, segundo a médica que é relatora da comissão, “se as conversações com o governo e a prefeitura de Cuiabá avançarem, é possível que o trabalho seja concluído até julho”. Ainda não há data definida para que o serviço esteja disponível à sociedade, mas ambos os envolvidos querem fazê-lo o mais breve possível, para que seja viabilizado ainda este ano.
A técnica da ozonioterapia já é reconhecida em diversos países, mas, no Brasil, ainda é classificada pelo Conselho Federal de Medicina como experimental. “Com a criação da câmara temática, a Assembleia de Mato Grosso toma pra si a responsabilidade de promover o diálogo sobre o tema e convida profissionais da saúde, pacientes, entidades reguladoras e autoridades para o debate”, explicou o deputado Oscar Bezerra (PSB).

















