Brasil tem resultado acima da média em eliminação de gases poluentes

Em dia especial, País destaca superação de meta para preservar camada de ozônio

Brasil tem resultado acima da média em eliminação de gases poluentes
Geladeiras, refrigeradores e aparelhos de ar-condicionado emitem substâncias que agravam efeito estufa - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/EBC

O Brasil superou a meta de diminuir a emissão dos principais gases que afetam o aquecimento global: os hidrofluorcarbonetos (HCFCs).

O objetivo definido para 2018 era uma redução de 16,6%, mas, até o momento, o uso do HCFC já caiu em 36,92%.

Os dados, divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), são motivo de comemoração no Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, celebrado neste domingo (16).

O dia foi instituído pelo Protocolo de Montreal, tratado que entrou em vigor em 1987. Os países signatários comprometeram-se ali a substituir os gases responsáveis pela destruição da camada de ozônio.

Inicialmente, o objetivo era banir gradativamente o uso do clorofluorcaboneto (CFC). No lugar dele, passaram a ser utilizados os hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), que causam menor dano, mas ainda são nocivos.

Camada de ozônio

Essa espécie de “capa” que envolve a Terra protege-a de tipos nocivos de radiação, como a ultravioleta, prejudicial a todos os seres vivos”.

“Nas últimas décadas, pesquisas apontaram que havia um buraco em parte dessa camada e, em outras áreas, ela estava ficando mais fina. Com o tempo, essa destruição tem aumentado o aquecimento global.

O principal motivo é a emissão de gases de efeito estufa presentes em equipamentos utilizados pelos seres humanos no dia a dia. Os HCFCs, por exemplo, são liberados por aparelhos de ar-condicionado, geladeiras e sistemas de refrigeração.

Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH)

Dentre o grupo que assinou o Protocolo de Montreal, o Brasil tem papel de destaque. O governo vem disseminando informações para que a comunidade científica, o setor produtivo e a população em geral estejam cientes do programa brasileiro nessa área e das ações que podem desempenhar.

O País assumiu o compromisso de eliminar o consumo da substância até 2040, com metas escalonadas. Os esforços atualmente realizados são para que, até 2020, a emissão desses gases caia 39,30% e, até 2021, 51,60%.

A implementação de projetos em parceria com os setores de espumas de poliuretano e de refrigeração e ar-condicionado está entre as medidas que contribuíram para esses avanços.