Blairo cobra de ministros solução para gargalos de Mato Grosso

Problemas estruturais vividos pela população de Mato Grosso serão tratados com ministros, na Comissão de Infraestrutura do Senado (CI). O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, deve discutir com os senadores o Programa 'Banda Larga para Todos', oportunidade em que será exposta a baixa qualidade do serviço prestado no estado, especialmente na região do Araguaia. Além disso, a administração aeroportuária também será debatida com o ministro da Secretaria da Aviação Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha.

“A região do Araguaia vem se desenvolvendo rapidamente, mas a infraestrutura não acompanha, especialmente na parte de telecomunicações. Mato Grosso já exige hoje, por exemplo, todas as notas fiscais de produtores de forma eletrônica, também o GTA (Guia de Trânsito Animal), para transporte de gado, mas o Estado ainda não acompanha. O ministro colocou algumas alternativas, mas é importante que venha ao Senado e relate o que está sendo feito para melhorar o serviço de banda larga no País”, disse o senador.

Padilha também deverá prestar esclarecimentos sobre a situação do aeroporto Marechal Rondon, na cidade de Várzea Grande, cujas obras estão paralisadas. “A obra está parada, não ficou pronta para a Copa de 2014, peço então que o ministro traga a essa comissão uma posição sobre a situação do aeroporto”, recorreu.

As datas das audiências ainda não foram agendadas.

CALOTE DA UNIÃO

Blairo também fez um alerta sobre a situação das obras de Mato Grosso, que estão paralisadas. O motivo guarda relação com a meta de superávit primário do Governo Federal, que tem feito um esforço para alcança-la sob pena de corte nos pagamentos devidos às empresas que já prestaram serviço no último ano, nas rodovias brasileiras.

“Sabemos de um caso de serviço prestado em outubro do ano passado, que até esse momento não foi liquidado, e a previsão do Ministério dos Transportes e do DNIT é que isso venha acontecer, se o Governo repassar recursos ao ministério, em maio. Quando o prestador de serviço deixa de receber, a primeira coisa que ele faz é não pagar seus fornecedores, é uma reação em cadeia, acaba alcançando o borracheiro, a oficina, etc”, alerta o senador.

As obras, segundo comunicou Maggi, não serão reiniciadas. E a situação deve contribuir com a falta de crescimento da economia nacional. Na última semana, o FMI comunicou uma expectativa de contração do crescimento do PIB de 1% para este ano. O senador declara que prevê um cenário mais pessimista, com 2% de contração.

“O Governo não tem muita previsão de pagamento, e o ministro Joaquim Levy está com uma incumbência, uma fotografia fixa, de fazer o superávit primário com 1,2% do PIB. Isso não está errado, o que está errado é deixar de pagar as contas lá de trás. É calote, não tem outro nome. A situação que temos é muito difícil”, desabafou.