Leão perdeu por 3 a 2 na partida de ida, no Rio de Janeiro, e precisa reverter o placar para seguir vivo na Copa do Brasil 2019
É decisão e decisão das pesadas. Se alguém tem alguma dúvida, basta analisar o contexto. O jogo envolve dois componentes da elite do futebol nacional, dois semifinalistas estaduais, dentre outros atributos que consolidam o confronto como um dos principais dessa terceira fase de Copa do Brasil. Na primeira partida, vitória do cruzmaltino por 3 a 2. O Avaí precisa de um triunfo por dois gols de diferença para avançar direto. Se for apenas um, a decisão vai para os pênaltis.
O técnico Geninho, em entrevista concedida nesta tarde de terça-feira, lembrou do peso do duelo, do adversário e o quanto o encontro representa nesse momento da temporada.
“No momento é o jogo mais importante do ano, tem uma dimensão grande, a divulgação, o clube envolvido, tem uma camisa pesada, assim como nós está focado em duas frentes, vamos buscar o resultado, podemos atingir ao menos a diferença”, previu o comandante.
Líder consolidado no estadual, Geninho se deu ao luxo de mandar um time todo alternativo na última rodada já mirando o jogo contra o Vasco. Com exceção de Alex Silva, Gegê, Jones Carioca e Douglas, o comandante poderá contar com todos os atletas do elenco.
Geninho, apesar dos cuidados e de não confirmar a equipe titular, assegurou que o Avaí deve manter o seu modelo padrão na temporada para entrar em campo, independente de qualquer coisa.
“Se de repente o adversário fizer um gol, nós não podemos nos perder. Temos que ter consciência do trabalho, da qualidade, do que podemos fazer e buscar o resultado até o final”, acrescentou.
Responsabilidade no 1 (+) 9
O chileno e ex-atacante do futebol mundial, Iván Zamorano, consagrou uma medida ao aliar a sua importância com o cuidado em não “brigar” no então vestiário da Internazionale-ITA. Uma estrela da década de 90, ele foi contratado para o time de Milão que já contava com um camisa número dez, um “tal” de Ronaldo Nazário. Para manter seu gosto pela numeração pediu o número 19 e acrescentou o sinal de adição (+) de modo a, intrinsecamente, ostentar a condição mais nobre de uma equipe.
No Sul da Ilha, guardadas as devidas e necessárias proporções, João Paulo ocupa um cenário semelhante. Embora não tenha requisitado a camisa de Marquinhos Santos ao chegar, João Paulo pegou a 19 e chamou a responsabilidade. É um dos destaques do Leão nesse começo de temporada já que fez cinco gols e seis assistências em 18 jogos. O meia é o terceiro artilheiro do Leão – atrás de Daniel Amorim e Getúlio – e surge como uma das grandes esperanças do técnico Geninho para superar o Vasco da Gama.
Avaí melhor, Vasco, nem tanto
Naquele 14 de março, apesar de não tão distante, os respectivos momentos eram diferentes. O então time da casa estava invicto na temporada e recém sagrara-se campeão da Taça Guanabara. O Leão, por outro lado, ainda perseguia uma estabilidade que veio, semanas depois, com a sequência dos resultados e a liderança mais que isolada na competição.
Pelo lado do time carioca, a situação só piorou. A primeira derrota aconteceu e estourou, nos corredores de São Januário, o incômodo dos jogadores com os salários atrasados. Thiago Galhardo, que até anotou um dos gols da vitória do time de Alberto Valentim, foi desligado do clube por problemas internos.
“Eu espero que isso possa nos favorecer”, resumiu o comandante azurra.
Fonte: Redação ND




















