O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), participou hoje (5), pela manhã, no Tribunal de Contas do Estado (TCE), da abertura do “II Seminário Estadual de Prevenção, Controle e Combate aos Incêndios Florestais.
O evento começou hoje (5) e vai até o dia 7 de abril. Todas as palestras acontecem no auditório do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE). A programação inclui palestras com especialistas em diversas áreas afins, que apresentarão dados e propostas de prevenção e combate ao incêndio.
Na abertura do evento, o deputado Dilmar Dal Bosco disse que existem dificuldades para o combate ao incêndio porque grande parte dos municípios mato-grossenses tem extensão territorial maior que muitos países.
“Mato Grosso é um estado gigante. Falta levar esse tipo de debate aos 141 municípios. Hoje, existe a presença de Corpo de Bombeiros em apenas 18 municípios mato-grossenses, além de o efetivo na corporação ser insuficiente para dar assistência e combater o incêndio em todo o estado”, observou Dal Bosco.
Mas mesmo com a falta de efetivos no Corpo de Bombeiros, o deputado Dal Bosco, afirmou que a população pode ser uma aliada para a prevenção e o combate aos focos de incêndio.
“Para isso, temos que nos preocupar com a conscientização. Mas, para isso, as instituições privadas – pecuaristas, agricultores e Ongs – e as instituições públicas precisam combater com mais eficiência os incêndios tanto no cerrado como na floresta mato-grossense”, observou o parlamentar.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, Júlio César Rodrigues, afirmou que é um esforço da corporação e dos órgãos que tenham uma atuação direta e indireta com os incêndios florestais para juntos encontrarem sinergias para a resolução desse problema que é crônico em Mato Grosso.
“É um problema que exige grandes frentes de atuação. O trabalho tem que ser de forma científica. Conhecer a fundo como é a combustão da biomassa e seus efeitos. É preciso fazer um trabalho de fiscalização. O aparato repressor do Estado precisa também atuar, inibindo a conduta das pessoas que queiram utilizar o fogo e depois perder o controle do mesmo”, disse Rodrigues.
Um dos maiores gargalos do setor é a falta de recursos financeiros para combater os focos de incêndios. “Isso é muito oneroso, porque tem que preparar a corporação para dar resposta à sociedade. O governo tem, ainda, que adquirir aeronaves, equipamentos, viaturas, diárias, combustíveis e toda gama de custeio. A resposta é sempre mais onerosa. Por isso temos que focar na prevenção”, disse Rodrigues.
Hoje, o efetivo do Corpo de Bombeiros, no governo Pedro Taques (PSDB), segundo Rodrigues, sofreu um acréscimo de 36% ao já existente.
“Em 2015, a Corporação passou a contar com 400 soldados. Eles estão em formação. O ganho institucional é muito grande, para a corporação o maior capital é o humano. Com isso, todas as 18 unidades do estado vão ter um reforço significativo com a inclusão desse pessoal”, afirmou o comandante-geral.
Para o coordenador da Unidade de Conservação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Alexandre Miralé Batistella, das 46 unidades de áreas de conservação cerca de 30% delas estão em situação crítica. O mais crônico, por exemplo, é o Parque Estadual de Serra Azul, em Barra do Garças, que em 2014, que perdeu 70% de sua vegetação incendiada. O outro é o Morro de Santo Antônio, que, ano sim ano não, sofre com incêndio.
A gruta da Lagoa Azul, localizada em Nobres, no ano passado, perdeu cerca de 30% de sua vegetação. Mas o fogo foi contido em dois dias.
“A Sema não possui pessoal para combate de incêndios. A maioria das unidades possui apenas gestor, que faz somente a parte de alerta. Hoje, a otimização é maior no combate ao incêndio, porque os bombeiros estão sendo especializados para isso”, disse Batistella.
A Sema, de acordo com Batistella, trabalha com a prevenção em educação ambiental. Segundo ele, os gestores fazem notificações, principalmente, aos proprietários de aéreas críticas e propícias a incêndios.
“Hoje, 20% das áreas de conservação estão em situação de risco, os gestores fazem notificações para os proprietários realizarem limpezas dos terrenos, evitando incêndio na unidade de conservação”, disse Batistella.
















