Após nova falta, sócio da Mira Grãos será conduzido coercitivamente à CPI

'quem nunca atrasou contas?', questiona ministra da agricultura

Após mais uma falta na oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal, o sócio da empresa Mira Grãos Aldevino Aparecido Bissoli, acusado de sonegar mais de R$ 20 milhões do Estado, será conduzido coercitivamente para participar da próxima reunião, marcada para as 13h desta quarta-feira (20), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

O presidente da CPI, o deputado Estadual José Carlos do Pátio (SD), classificou como uma afronta a justificação de falta do empresário para a reunião desta terça-feira (19). De acordo com Pátio, Aldevino alegou que estava a trabalho em Cáceres e que seu advogado desistiu de atuar em sua defesa, por falta de pagamento.

“Essa justificativa mostrou a total falta de respeito do Aldevino com os membros da CPI. Por isso, eu e os deputados Wilson Santos (PSDB) e Coronel Taborelli (PV) aceitamos o requerimento da condução coercitiva para podermos ouvir esse empresário”, destacou.

O parlamentar ainda afirmou que já foi comprovado que Aldevino tem várias empresas que sonegaram milhões de reais em impostos e que seriam todas de ‘fachada’.

“Ele (Aldevino) mesmo declarou que atuava como ‘mula’. Por isso, vejo que estava a serviço de grupos econômicos que usam esses tipos de empresa para levarem a soja para outros estados, mesmo já tendo o incentivo fiscal e também sendo beneficiado pela Lei Kandir”, destacou.

Para o deputado, a presença do acusado na próxima oitiva é primordial para o andamento das investigações, já que os membros da CPI têm que esclarecer informações controvérsias, revelados pelo empresário em uma reunião realizada em março deste ano.

Já com relação à empresa Folha Verde, o deputado José Carlos do Pátio afirmou que as investigações da CPI comprovaram que o empresário Paulo Bernado Campos, atualmente preso no Capão Grande, acusado de homicídio, é mesmo o proprietário da respectiva empresa.

“Ele (Paulo) fazia a grande comercialização de soja e já sonegou mais de R$ 100 milhões. No entanto, ainda vamos sentar com os membros da CPI para saber quando iremos ouvi-lo em uma oitiva”, revelou.