O presidente egípcio, Abdul Fatah al Sisi, anunciou neste domingo (9) o estabelecimento do estado de emergência no país depois dosataques que deixaram pelo menos 44 mortos e cem feridos em duas catedrais no norte do Egito.
O estado de emergência deverá durar três meses, segundo Al Sisi, com objetivo de "proteger o país e preservar [sua segurança]" no país. Ele ainda acrescentou que os órgãos de segurança vão "intensificar seus esforços para punir os criminosos", reivindicado pelo Estado Islâmico.
Falando diretamente à comunidade internacional, o presidente ainda enfatizou que é preciso "castigar os países que apoiaram o terrorismo e criaram a ideologia e trouxeram [ao Egito] combatentes de todo o mundo": "Agora somos nós que pagamos o preço".
Explosões
A primeira bomba estourou em uma igreja na cidade de Tanta, no Delta do Nilo, e deixou mais de 25 mortos e mais de 70 feridos.
Uma outra explosão foi registrada horas depois da Igreja de São Marcos, em Alexandria. Ao menos 11 pessoas morreram e 30 se feriram, segundo o último balanço do Ministério da Saúde egípcio. Neste caso, o atentado foi realizado por um homem-bomba.
Antes da reivindicação do ataque pelo grupo ligado ao EI, o premiê egípcio, Sherif Ismael, já havia classificado o caso como “terrorismo” e prometeu agir contra o responsável pelo ataque em declaração ao canal “On TV”. “Trata-se de um ato terrorista impiedoso, mas erradicaremos o terrorismo do Egito e temos a determinação para acabar com os grupos terroristas”, disse Ismael.

















