Com cabelos longos e platinados, olhos claros e muita “marra”, eles levam todo jeito de surfista, mas impressionam ainda mais quando estão em cima da prancha
Eles já tiraram foto com Gabriel Medina, ganharam likes do Mineirinho, apareceram em matéria no Globo Esporte e estão curtindo pra caramba a fama repentina. Aos cinco anos, Akilles e Heitor Lemiska estão roubando a cena no verão de Floripa – e de quebra conquistando uma legião de seguidores nas redes sociais. Com cabelos longos e platinados, olhos claros e muita “marra”, eles levam todo jeito de surfista, mas impressionam ainda mais quando estão em cima da prancha, deslizando sobre as ondas.

A habilidade é incomum para a idade, o que coloca os irmãos como promessas do esporte. O curioso é que ambos são naturais de São Carlos, interior São Paulo, e só foram conhecer o mar quando tinham três anos, exatamente quando pediram a primeira prancha de presente (aos dois eles já tinham ganhado um skate). Os pais decidiram se mudar para Florianópolis buscando qualidade de vida e um lugar onde os filhos pudessem estar mais perto da natureza.

Outro detalhe que chama atenção é que ambos começaram a ser treinados pelo pai que, até já tentou, mas nunca conseguiu pegar uma onda! Ivane, que é de origem polonesa e no Brasil costuma ser chamado de Ivan, não tem nenhuma intimidade com as pranchas, mas é ele quem empurra os meninos na água. A mamãe Danielle garante que a família tem espírito aventureiro e também apoia os pequenos atletas. É ela quem filma os meninos e ajuda a divulgar o talento de Akilles e Heitor que, apesar de idênticos, tem personalidades bem diferentes e preferências distintas na hora de surfar. Eu encontrei a família inteira para um papo super descontraído, que você acompanha abaixo, com respostas do pai dos meninos:

Foto Tiago Ghizoni/Diário Catarinense
Como começou o interesse dos meninos pelo esporte?
Quando eles tinham dois anos pediram um skate de presente e insistiram tanto que acabamos comprando. A avó das crianças achou que era loucura, mas nós equipamos bem eles e percebemos que tinham habilidade. Aos três anos, no verão, ganharam as pranchas de criança mesmo. Começaram deitadinhos, brincando, mas viram os surfistas em pé e queriam imitar. Brincavam em casa, na praia, e logo conseguiram pegar a primeira ondinha, ou primeira espuma…
Vocês perceberam que eles tinham aptidão para o esporte?
Sim, porque com três anos todo mundo falava que era praticamente impossível eles conseguirem surfar. E aí eles conseguiram ficar em pé na prancha, acertar o drop, se equilibrar, então percebemos que eles tinham aptidão. A partir daí, de maneira bem lúdica, divertida, começamos a dar o equipamento, brincar, propor alguns desafios para eles e eles foram desenvolvendo cada vez mais. É até curioso que quando fizemos as pranchas foi preciso adaptar a máquina porque o shaper nunca tinha feito uma prancha tão pequena.

Como é a rotina de treinos atualmente?
No período da manhã eles vão para a escola. E à tarde, sempre que possível, eu pego eles e levo para surfar, quase todos os dias na verdade, em média duas horas por dia.
Como treinar sem saber surfar?
Eu entro com eles no mar, ajudo a passar a arrebentação, fico lá junto e quando vem a onda empurro eles, que já se equilibram e saem surfando. Agora estou com um professor me ajudando, é um profissional, também é melhor porque podemos entrar com os dois na água ao mesmo tempo.
O objetivo de vocês é formar campeões?
Nós deixamos essa questão muito aberta para eles, é uma vontade nossa, porque se eles forem para esse lado do esporte a vida deles vai ser muito divertida, vai ter os desafios, lógico, mas vai ser divertida. Mas não existe qualquer pressão, se eles quiserem seguir o caminho profissional vamos incentivar, assim como se quiserem ser free surfers também.
Eles já participam de campeonatos?
Ainda não. Na região de Santa Catarina os campeonatos só têm a categoria sub 10 (abaixo de 10 anos), então eles com cinco anos estariam num nível muito abaixo, a gente prefere desenvolver mais eles, levá-los para assistir as competições e ir entrando devagar nesse mundo.

Como estão lidando com essa visibilidade toda?
Nossa, já sentimos muita diferença. Mesmo antes das redes sociais muita gente já tirava foto deles, por serem gêmeos e tal, mas agora estamos com muito mais seguidores nas redes sociais, demos entrevistas e mudou bastante. Estamos bombando! Hoje já temos nove marcas que nos apoiam e essa parceria é importante.
O que eles têm de diferente e o que têm de parecido?
Cada um tem seu jeitinho, personalidade, mas ambos são bem determinados.
O Akilles é bem focado, ele fala eu vou fazer e enquanto não acerta ele não desiste. O Heitor também é assim.
E vocês meninos, qual é a manobra que mais gostam?
Heitor: Tubo.
Akilles: Tubo. O Heitor rasgada
Heitor: Não, aéreo
E quem é o ídolo de vocês?
Heitor: John John
Akilles: Filipe Toledo, além do Gabriel Medina.
Fonte: Revista Versar




















