AMAGGI ajuda a inserir pessoas egressas do trabalho escravo no mercado de trabalho

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Pelo terceiro ano a AMAGGI auxiliará a inserir pessoas em situação de risco ou egressas de condições análogas à escravidão no mercado de trabalho. Por meio do projeto Ação Integrada, com cooperação técnica da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a AMAGGI já qualificou 29 trabalhadores desde 2013 e se prepara para inserir ainda mais pessoas no trabalho decente até 2017.

Coordenado pelo Ministério Público do Trabalho e pela Superintendência Regional do Trabalho de Mato Grosso, o projeto tem meta de beneficiar pelo menos 160 pessoas em sua próxima etapa, a partir do segundo semestre deste ano.

O projeto Ação Integrada fornece qualificação profissional com duração entre dois e seis meses a pessoas encontradas em situações de risco e em condições análogas à escravidão. Essas pessoas recebem atenção psicossocial, nivelamento educacional, qualificação profissional e formação quanto às políticas governamentais de assistência social, educação e saúde em que possam se enquadrar. Ao final do período de qualificação, o programa oferece oportunidade de trabalho em vagas das empresas parceiras em variados setores da economia, como a agricultura e a construção civil.

Além da AMAGGI, uma das primeiras parceiras do projeto Ação Integrada, pelo menos outras quatro empresas signatárias do INPACTO (Instituto Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo) deverão participar do programa Ação Integrada em Mato Grosso na etapa de 2016 a 2017, segundo a representação da OIT no país.

De acordo com ooficial do Programa de Combate ao Trabalho Escravo da OIT no Brasil, Antônio Carlos Mello, o diferencial da próxima etapa do programa Ação Integrada em Mato Grosso será promover os cursos de qualificação aos beneficiários fora de Cuiabá. Mello explica que o objetivo é que as empresas parceiras – como aAMAGGI- proporcionem oportunidade de qualificação e de posterior efetivação em vagas de trabalho nas comunidades e cidades do interior com as quais os trabalhadores egressos de condições degradantes já mantenham vínculos.

“Agora estamos estudando em que fazendas inseri-los, onde recebe-los. Nossa ideia é interiorizar um pouco mais as ações e inserir as pessoas no trabalho decente onde elas residam”, resume Mello, lembrando que a meta é inserir pelo menos 160 pessoas no trabalho decente a partir do segundo semestre deste ano por meio do programa.

Números da AMAGGI

Desde que iniciou a parceria com a Ação Integrada, a AMAGGI já proporcionou qualificação a 29 pessoas e a colocação de sete em postos de trabalho. O termo de cooperação assinado pela AMAGGI junto ao programa Ação Integrada é de junho de 2015 e tem validade de dois anos.

De acordo com o gerente de Recursos Humanos da AMAGGI, Marcelo Custódio, em 2013 – primeiro ano de participação da empresa – foram qualificados nove trabalhadores e um acabou sendo efetivado na Fazenda Tucunaré, em Sapezal. Na etapa 2015/2016 do projeto, a AMAGGI qualificou outros 20 trabalhadores. Desses, três foram efetivados em postos de trabalho na Fazenda Tucunaré, dois na Fazenda Itamarati, em Campo Novo do Parecis, e um na Fazenda Água Quente, em Sapezal.