Em janeiro do ano passado, a jornalista Shirin precisou fugir do Afeganistão após ser baleada por membros do Talibã. Atualmente refugiada na ilha de Lesbos, na Grécia, Shirin afirmou que, agora, seu medo não é mais o terrorismo, e sim os abusos sexuais.
De acordo com informações do Daily Mail, a jornalista relata que as condições de vidanos campos de refúgio na Grécia são horríveis, e que as mulheres temem por suaintegridade física e pela segurança de seus filhos.
"Somos tratadas como animais. Eu preferia levar outro tiro asuportar essas condições", disse a afegã. "Não me sinto segura aqui. Tenho tanto medo, eu nunca deixo meu quarto à noite", completou. Ela tambémalega que várias moças refugiadas já relataram casos em que foramvítimas de abusos sexuais.
Uma outra refugiada de 23 anos, mãe de três crianças, reforçou o temor de Shirin, em entrevista ao tabloide britânico. "Os homens bebem muito, e aqui não tem nenhuma segurança. A polícia nunca nos protege. Nós [mulheres]temosmuito medo que alguma coisa aconteça com nossas crianças. Dormimos em grupo e nunca saímos de nossas tendas", relatou.
Segundo a Anistia Internacional, mais de um quinto dos refugiados que estão alojados em campos na Grécia são mulheres, e um terço são crianças. Eles não podem sair do local até terem toda a documentação regularizada pelo governo de Atenas – processo esse que, de acordo com a organização, é "dolorosamente longo".
"Liberdade", diz a placa de um refugiado(Foto: Divulgação/Anistia Internacional)
(Foto: Divulgação/Anistia Internacional)