A citação do deputado federal Adilton Sachetti (PSB), ocorreu na terça-feira (27), logo após depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Copa, na Assembleia Legislativa.
Sachetti foi presidente da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal (Agecopa). O órgão antecedeu a Secopa.
O parlamentar esteve a frente da instituição em 2010 e ficou 10 meses no cargo. Um dos motivos de seu afastamento foram às obras de mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande. Adilton era contra muitos projetos, que acabaram executados com a sua ausência.
Um dos mais polêmicos é o elefante branco denominado VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). O então presidente da Agecopa era contra a implantação do transporte. A proposta era promover estrutura para o BRT (Transporte Rápido por Ônibus).
O BRT custaria aos cofres públicos R$ 438 milhões. Com a saída de Sachetti, o projeto foi alterado para o VLT, os números subiram para mais de R$ 1,2 bilhão. “Enquanto presidente (da Agecopa) assinamos uma carta de intenção e contrato com a Caixa Econômica de um financiamento para fazer o BRT em torno de Cuiabá. Nós não falávamos em VLT, por que tínhamos a matriz de responsabilidade com BRT, então trabalhamos no BRT”, explica o deputado.
Em sua participação na CPI, Sachetti fez um desabafo com relação às algumas obras, que segundo ele não tinham qualquer relação com a Copa do Mundo. “Ribeirão do Lipa foi um exemplo, nos afastamos e as obras aconteceram, enquanto estivemos lá essa foi a única que passou e foi feita”, comenta.
O deputado federal mais votado de Mato Grosso ainda revelou um sentimento de frustação ao ver que o trabalho iniciado para dar uma guinada em vários aspectos no Estado terminou com uma série de interrogações e com poucos ganhos para a população. “Imaginávamos que a Copa do Mundo fosse para trazer benefícios para o Estado, trabalhamos para isso. A ideia era modificar a visão que o Brasil tinha de Mato Grosso, era modificar a visão que o mundo tinha do Brasil e por consequência o Mato Grosso. A oportunidade de valorizar nosso Estado, de levar propostas proativas, foi perdida”, lamenta.
No início dos preparativos para a Copa do Mundo em Mato Grosso, as principais exigências da Fifa eram a construção de uma Arena, um Fan Park, um centro de treinamento e obras pontuais de mobilidade de urbana em Cuiabá e Várzea. Sem as inúmeras adições no projeto, o orçamento total para as melhorias em Mato Grosso não chegaria a R$ 2 bilhões.

















