Acidentes com crianças voltam a crescer; carregadores e berços são os vilões

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Na década de 90, campanhas alertando paraos riscos dos andadorespossibilitou um declínio de 33,9% no número de atendimentos médicos a crianças com menos de trêsanos nos Estados Unidos. Entretanto, se os bons resultados foram registrados entre 1991 e 2003, a partir daí, o aumento na ocorrência de outros acidentes começou a preocupar especialistas.

Pesquisadores analisaram os registros de aproximadamente 100 hospitais entre 1991 e 2011. Neste período, quase 1,4 milhões de atendimentos médicos foram feitos, uma média de quase 66 mil por ano. De 2003 até 2011, entretanto, aumento de 23,7% foi registrado pelos hospitais e centros infantis, e os culpados pelosacidentespodem ser produtos usados para facilitar o dia a dia dos pais.

Os centros médicos registraram significante aumento no número de concussões e ferimentos na cabeça. O produto que mais precisa de atenção, considerando o levantamento, é ocarregador de bebê– tanto para o colo quanto para o carro –, responsável por 19,5% das lesões. Em seguida, vem osberços e colchões, com 18,6%, e oscarrinhos de passeio, 16,5%. Osandadores, apesarem de não serem mais os maiores causadores, continuam na lista com 16,2%.

Já em relação ao acidente em si, as quedas foram as mais comuns, gerando lesões principalmente na cabeça ou pescoço. Mais da metade dos incidentes ocorreram durante o primeiro ano de vida, principalmente entre os seis e 11 meses. Mais meninos se machucaram do que meninas: 54,9% ante 45,1%. E apesar de ser considerado o local mais seguro, a casa foi onde mais problemas ocorreram.

Os dados foram fornecidos pelo National Electronic Injury Surveillance System (NEISS), que reune informações sobre atendimentos médicos relacionados a produtos.

Alerta

Apesar de produtos como carrinhos, andadores e carregadores terem sido criados para ajudar os pais, eles também podem gerar muita dor de cabeça. Segundo o NEISS, eles lideraram a lista de produtos infantis que precisaram ser retirados das prateleiras por conta de problemas de fabricação nos Estados Unidos. Só em 2014, foram 69,3 mil acidentes relacionados a estes produtos.