O número de doadores em Santa Catarina cresce desde 2005. Apenas nos últimos seis anos, houve um incremento de 50% na taxa de doadores efetivos, que passou de 27,2 por milhão de pessoas, em 2013, para 40,9 no ano passado. “Nos últimos 14 anos, em 11 fomos os líderes no Brasil, e nas outras três ficamos em segundo. Se Santa Catarina fosse um país, estaria entre os cinco do mundo com maior taxa de doadores de órgãos, na companhia de nações como Espanha, Croácia e Malta”, explica o coordenador estadual da SC Transplantes, Joel de Andrade.
Essa evolução está ligada à crescente solidariedade do povo catarinense e às ações de educação promovidas pela SC Transplantes com os profissionais dos hospitais. “É muito importante que a comunicação com a família seja bem feita, e que ela se sinta acolhida. Muita gente acha que a doação de órgãos só beneficia o receptor. Mas não é verdade. A doação de órgãos dá sentido e alivia a dor de quem perdeu um ente querido”, coloca Andrade.
De acordo com a SC Transplantes, a taxa de não-autorização familiar caiu 10% nos últimos seis anos. No estado, são realizados transplantes de córnea, esclera, coração, válvula cardíaca, fígado, rim, pâncreas, conjugado de rim e pâncreas, medula óssea autólogo (a partir das células tronco do próprio paciente) e tecido ósteo-condro-fáscio-ligamentoso.
No ano passado, de acordo com dados da SC Transplantes, foram 1.217 procedimentos, e os transplantes mais frequentes foram de córnea (462), rim (284) e fígado (135). Em Santa Catarina, seis hospitais realizam o procedimento (em Blumenau, Joinville, Florianópolis, Chapecó, Jaraguá do Sul e Itajaí).
Fonte: Secretaria de Estado de Comunicação




















