Alimentação dos adolescentes: Como melhorar?

Sobrepeso e obesidade são fatores de risco para doenças crônicas. Hábitos alimentares e formação do paladar começam na infância.

Como melhorar a alimentação dos adolescentes

Com o aumento no consumo de alimentos ultraprocessados, ricos em gordura, açúcar e sal, e baixo consumo de “comida de verdade”, como legumes, verduras e frutas, a chance de sobrepeso, obesidade e alterações metabólicas entre crianças e adolescentes também cresce.

Sobrepeso e obesidade são fatores de risco para doenças crônicas. Por isso, é preciso mudar os hábitos. “Os hábitos alimentares e a formação do paladar começam na infância, mas, mesmo que o adolescente chegue nesta fase comendo de maneira errada, é possível mudar”, explica a nutricionista Rachel Francischi.

Se o seu filho come arroz, feijão e carne, mas não acrescenta verduras, legumes, está tudo bem, diz a nutricionista. O problema começa quando os adolescentes passam a comer fora de casa. Muitos optam por refrigerantes, suco de caixinha, comidas ultraprocessadas, com muito sódio.

O que comer então?

Proteínas de alta qualidade e micronutrientes. E onde encontrar? Na comida caseira. As frutas também são uma ótima opção. Elas têm fibras, vitaminas e minerais. E para finalizar, invista na água! Ela é essencial para várias funções do organismo.

‘Picky eater’

Você já ouviu falar de criança ‘picky eater’? O termo refere-se a pessoas que selecionam demais os alimentos antes de comer. É isso que acontece na casa da família Oliveira. A Lívia, filha da Liliane e do Cleiton, não gosta de comer quase nada. “Eu sinto nojo. Às vezes não gosto da comida e também não gosto do cheiro”, diz a filha.

“O picky eater são crianças que têm uma dificuldade para se alimentar porque têm quase que uma aversão pela comida. O paladar só aceita doces, carboidratos, pão. Exatamente o que a Lívia está comendo”, explica a pediatra e consultora do Bem Estar Ana Escobar.

O primeiro passo, segundo a pediatra, é ter um segmento pediátrico próximo, para garantir que o crescimento e desenvolvimento da criança estão normais, sem déficit nutricional. “Não adianta estressar a criança. Devagar, com calma, tranquilidade, apresente novos alimentos”.